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A internação e outros dramas...

Atualizado: 16 de jun. de 2025

Oi amigos! Então, como eu mencionei no último post eu estava em surto da EM em novembro de 2022, época da Copa do mundo de futebol.


Chegando no hospital, na sexta-feira dia 25/11/2022, descobri que ir ter que ficar internada uns dias para tratar o surto com medicação na veia. Então liguei para o Keid e pedi que me levasse uma mala com o básico no horário de visitas que era às 19h.


Fiquei num quarto compartilhado do hospital, porque era o que meu plano cobria. Passando o dia com medicamentos na veia.


Não cheguei a fazer uma pulsoterapia propriamente dita (eu explico melhor do que se trata no post "As sequelas e suas consequências"), porque não foram administradas altas doses de corticoide em intervalos curtos, conforme a praxe. Na realidade eu lembro que foi feita apenas uma injeção de corticoide e o resto dos medicamentos eram soros com vitaminas para hidratação (aqueles mais comuns de internação).


Como eu disse anteriormente, eu nunca tinha ficado internada devido a um surto de EM, e não fazia ideia de como seriam os protocolos, então me encontrei muito perdida lá.


As enfermeiras vinham ver como eu estava, mais ou menos a cada 3h. Elas mediam a pressão, verificavam a minha glicose, e a saturação do oxigênio, mas não me diziam nada. No primeiro dia da internação o neurologista já havia passado no quarto - depois eu descobri que ele só passava uma vez por dia - então eu acabei não falando com mais ninguém além das enfermeiras.


Apesar disto, fisicamente eu me sentia bem, a perna ainda estava meio dormente, mas parecia estar voltando ao normal e não estava sentido mais nenhum outro sintoma.


Foi angustiante ficar naquele quarto sem notícias, então eu tentei me distrair para não ficar muito ansiosa, comecei a ver minhas séries de conforto. Recordo que revi um anime que gosto muito chamado "Lovely Complex", e um dorama japonês que também já vi muitas vezes chamado "Hana Yori Dango". (Bendito seja o smartphone kkkkk)


Na época eu conheci minha outra amiga Lívia, que eu chamo carinhosamente de Lily. Nós nos conectamos muito rapidamente, por termos muitos gostos parecidos, e até um pouco do jeito de ser também. Ela é dorameira como eu, e estava trabalhando também no escritório do Dr. Daniel. Fazia pouco tempo que a gente tinha se conhecido, mas ela foi me visitar no hospital, o que me deixou muito feliz.


Logo após ela sair da visita, o Keid chegou e me trouxe os meus pertences pessoais, como pijama, roupas para o dia seguinte, escova de dentes, etc., e ficou comigo até acabar o horário de visitas, já que eu não tinha direito a acompanhante naquele quarto compartilhado.

Essas duas visitas me deram ânimo para passar por aquela internação. Além disto, orei para Deus me dar mais tranquilidade, visto que eu só falaria com o neurologista no dia seguinte, e estava muito ansiosa para saber quais seriam os próximos procedimentos, e quando eu teria alta.


Então, passei a madrugada sendo acordada pelas enfermeiras para fazer os exames, e quando chegou a manhã seguinte o médico veio acompanhado do seu residente. Ele me perguntou novamente porque eu estava ali, informei do meu histórico como paciente de EM. Então ele solicitou uma ressonância, e disse que a minha alta dependeria do resultado desta.


Entretanto, durante aquele sábado, eu fiquei com a sensação de estar "esquecida" naquele hospital. Isto porque a ressonância não fora marcada, e quando eu perguntava aos enfermeiros a respeito, eles apenas diziam que o médico já tinha ido embora e não poderiam fazer nada, porque não tinha feito o pedido do exame.


Fiquei muito nervosa com aquela situação, um dia no hospital parecia anos, e eu só queria saber qual era o meu estado de saúde, se ia precisar fazer a pulsoterapia, se ia ter que ficar internada mais tempo, ou se já estava tudo bem e eu poderia ir embora, mas sem a ressonância que era o principal exame, não tinha como eu saber.


Particularmente, eu já estava me sentindo bem, e só queria ir para casa, mas não poderia ser liberada sem ter certeza que o surto havia sido contido.


Neste período de espera, passou uma fisioterapeuta para fazer exames físicos em mim, ver como estava a reação dos meus membros (braços e pernas) e falou que seria bom eu caminhar um pouco pelo corredor, para me exercitar, sair um pouco do quarto. E foi o que eu fiz.


No domingo, apenas o residente foi falar comigo e eu cobrei minha ressonância, ele disse que já estava agendada, e que saindo o resultado na segunda cedo ele veria a possibilidade de eu ter alta ou não.


Então, vieram me buscar para fazer o exame, mais ou menos na hora do almoço, eu o fiz, e aguardei.


Na segunda cedo, eu perguntei para o enfermeiro se já havia saído o resultado dos meus exames, porque eu sabia que se o residente não visse antes do horário de ele ir embora, teria que passar mais uma noite no hospital.


Eu estava tão desesperada para ir embora, que na manhã de segunda-feira, sai pelo hospital "caçando" o residente. Foi até cômica a cena, porque eu estava descabelada, e com o soro conectado no braço, o levando para cima e para baixo com aquele pedestal em que o soro fica pendurado. Tomando cuidado para o sangue não voltar para o tubo.


Até que achei o médico residente, fiz um monte de perguntas sobre a ressonância, se estava tudo bem e se eu já poderia ir embora para casa. Pensando agora, acho que ele se sentiu até meio acuado. Mas é que eu estava com uma sensação tão ruim de ter sido "esquecida" ali, só queria ir para casa se estivesse tudo bem.


Por fim, ele disse que eu poderia ir, mas aconselhou eu agendar uma consulta com o meu neurologista que cuidava do caso. Senti um alívio tão grande, peguei meu soro e voltei para o quarto para arrumar minhas coisas.


Liguei para o Keid para avisar que ia pegar um Uber e iria para casa, porque ele estava no serviço, e agendei uma consulta com o Dr. Waldir para ele ver os exames que eu tinha feito no hospital.


Depois de toda essa aventura, eu ainda descobri que ficou faltando uma parte da ressonância, e que teria que refazer o exame, mas isso é papo para uma próxima.


Beijos de luz.





 
 
 

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