Conexões...
- Milena G. L. Tagami
- 30 de jul. de 2025
- 3 min de leitura
Oi amigos, espero que estejam bem..
Depois de duas semanas de hiato, voltei meus queridos.
Essas últimas semanas foram muito corridas. Adaptação de nova função no escritório, construção da nossa casa, novos planos e projetos em desenvolvimento também. Esses foram alguns dos motivos que me fizeram ficar um pouco afastada.
Estou pensando seriamente em tentar transitar um pouco mais entre as redes sociais Tiktok e Instagram para tentar alcançar mais pessoas.
Como disse anteriormente, não sei se estou preparada, mas também não tinha certeza quando comecei esse blog. Então tem coisas que a gente só consegue fazer se jogando, arriscando.
Entretanto, também não quero abandonar esse espaço que tenho cultivado, que espero estar levando palavras de apoio e consolo para muitas pessoas, sendo pacientes de Esclerose Múltipla ou não.
Dito isto, eu quero falar a respeito de conexões hoje.
Conforme podem ter observado nos posts anteriores, muitas pessoas me ajudaram e ajudam nesta caminhada, desde o meu diagnóstico, até o aprendizado de como lidar e conviver com uma doença como a Esclerose Múltipla.
Aqui no escritório onde eu trabalho não foi diferente, encontrei pessoas maravilhosas, que têm me ajudado e me orientado.
Mas não há como negar que dentre as pessoas que eu trabalho tiveram duas que consegui fazer uma conexão mais profunda. Talvez por questões de afinidade, ou de conseguirmos "falar a mesma língua".
E essas pessoas são a Ingrid e a Jéssica Murakami.
É engraçado porque, realmente acredito ser uma pessoa mais introvertida, e um pouco tímida, o que me dificulta fazer amizades se as pessoas ficam mais na defensiva. Claro que, a convivência do dia a dia auxilia porque a gente vive muitas situações em conjunto, ou às vezes simplesmente quer desabafar a respeito de situações da vida.
A Ingrid e eu dividimos a mesma sala, o que auxiliou muito nesse compartilhamento de vivências, de gostos e ideias.
Claro que inicialmente a gente trocava ideias apenas a respeito do trabalho, auxiliando uma a outra como uma equipe. Mas com o passar dias e meses, a gente foi encontrando gostoso parecidos, e mesmo as coisas que vivemos diferentes, achamos curioso compartilhar uma para a outra.
Além disto, ela sempre me apoiou a cuidar da minha saúde e da parte psicológica, mesmo quando eu perdi um pouco da minha confiança em mim mesma, o que me deu forças para continuar.
Eu falo que ela é a minha Barbie, minha loirona kkkk. E agora ela vai alçar novos voos, em outro escritório, o que me dá óbvio um misto de extrema alegria (porque desejo muito um sucesso ainda maior dessa pessoinha maravilhosa), mas tristeza porque não vou ver minha parceirinha de sala todos os dias.
Já a Jéssica Murakami, foi uma conexão quase que imediata, ela entrou no lugar da antiga secretária que também chamava Jéssica.
Eu almoço no escritório praticamente todos os dias, então nós tínhamos esse período para conversar. Viemos as duas de cidades pequenas tentar ganhar a vida na cidade "grande", praticamente sem ninguém aqui para nos ajudar. E acabamos fazendo uma conexão de singela amizade, e companheirismo também.
Não sei se é por ter perdido a minha mãe muito cedo, mas às vezes eu sinto que sempre fui meio mãezona das minhas amigas, eu gosto de cuidar delas, de aconselhar e puxar a orelha. E com a Jéssica também tem acontece isso.
A gente brinca, eu falo que ela é minha filhota, incentivo a comer bem, ela me julga por falar que "melão é comida gostosa", mas a gente se dá muito bem. Tem dias que até a roupa a gente vem combinando, sem ter combinado antes.
Vejo como são importantes essas conexões nas nossas vidas, como elas auxiliam nos momentos de felicidade e dificuldades.
É muito importante para nós não só pacientes de doenças autoimunes incuráveis, mas para todos os seres humanos, termos esses laços com pessoas que possam nos acrescentar força, risadas, vida, entre tantas outras experiências.
Porque isso faz da vida mais leve.
E mesmo que os ciclos de amizade se encerrem, ou se afastem, eu creio que tudo tem um propósito nos planos de Deus para nossas vidas. Talvez naquele momento aquela pessoa seja uma enviada por Ele para te fortalecer, te amadurecer de alguma forma, ou simplesmente para te fazer dar várias risadas.
Que a gente possa dar muito valor a estas conexões, e mesmo quando elas passarem por nossas vidas e não voltarem, que possamos guardar com carinho aqueles bons momentos que passamos juntos.
Bom por hoje é isso amigos, até a próxima.



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