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As primeiras investigações...

Oi amigos, voltei para continuar os relatos da minha história com a Esclerose Múltipla.

Para ficar mais fácil, a partir de agora, vou chamar a doença pela abreviação que é EM.

 

Após o conselho da médica da emergência, passei por consulta com o neurologista Dr. Rodrigo, uma pessoa a quem eu sou e serei grata eternamente.

 

Expliquei tudo que tinha acontecido até então, e falei que achava que seria devido ao estresse cotidiano, principalmente devido ao meu trabalho. Entretanto, afirmei que já não sentia mais nada, que, inclusive, o rosto já tinha praticamente voltado ao normal depois que tomei os medicamentos que a médica havia me passado.

 

Isto porque, até a data da minha consulta com ele, já havia iniciado o tratamento que a médica plantonista tinha me passado, melhorando consideravelmente a paralisia facial. Não estava naquele momento, com mais nenhum outro sintoma.

 

Entretanto, apesar disto ele me solicitou uma bateria de exames, de ressonância magnética (RM) à eletroencefalograma (EEG), entre muitos outros, os quais não me lembro agora.

 

Achei muito cuidadoso da parte dele, mas fiquei muito assustada com a quantidade de exames, porque na minha cabeça, era só para constatar que seria algo psicológico, ocasionado por estresse. Ou, pelo menos, era o que eu queria fortemente acreditar.

 

Sempre fui uma pessoa crente na misericórdia de Deus, e por isto orei muito mais do que já havia orado até aquele momento, para que ele me desse o livramento de qualquer enfermidade grave.

 

Naquela época, meu querido primo Diego, estava fazendo residência em neurologia. E como sempre tivemos um bom relacionamento, eu compartilhei com ele toda a situação que eu estava vivendo, inclusive a minha preocupação pela quantidade de exames que o médico tinha me solicitado.

 

Lembro de ter mandado todos os resultados para ele ver também, e ele, sempre muito amável e atencioso, tentou me acalmar da melhor forma. Falando que o Dr. Rodrigo estava fazendo o papel dele em investigar criteriosamente para descobrir ou descartar qualquer doença grave, mas que eu deveria ficar tranquila, pois tudo iria ficar bem.

 

Eu quis muito acreditar na fala do Diego, e por isso, a pesar de o coração estar saindo pela boca de tanta ansiedade, eu fui o mais confiante possível ao retorno com o Dr. Rodrigo para vermos juntos os resultados dos exames.

 

Depois de alguns minutos analisando os exames — que, na minha cabeça, pareceram dias — o médico disse que, aparentemente, estava tudo bem, mas que não era possível fechar um diagnóstico ainda.

 

Apesar de ficar brevemente aliviada, e falar para ele que achava que era mesmo só psicológico, ele me alertou de que, na realidade, havia uma lesão já cicatrizada meu cérebro encontrada na RM, só que como era apenas uma, e naquele momento eu me encontrava bem fisicamente, não podia fechar um diagnóstico, e que por isso eu deveria ficar atenta a qualquer sinal do meu corpo e voltar se algo acontecesse.

 

Recordo que ele disse que com base nos sintomas e resultados dos exames, achava até que poderia ser alguma doença neurodegenerativa, mas como mencionado anteriormente ainda não poderia fechar nenhum diagnóstico.

 

O Dr. Rodrigo ainda me aconselhou a fazer terapia, exercícios e levar uma vida o mais normal possível, mas sempre atenta a qualquer alteração no meu organismo.

 

Naquele momento, eu lembro que o alívio temporário foi embora e voltei a ficar alerta, visto que, por fim, não tinha tido uma resposta definitiva a respeito do que estava acontecendo, mesmo depois daquela bateria de exames.

 

Era como se a pequena luz no fim do túnel tivesse se apagado, e, naquele instante eu voltasse a andar no escuro.

 

Independentemente disto, eu agradeci a Deus pela Graça concedida. Me apeguei nas batalhas vividas até aquele momento, a quais me fizeram desenvolver a capacidade de enxergar o copo meio cheio, tentando sempre ver o lado bom das coisas.

 

Foquei nos conselhos do Dr. em voltar para a terapia, fazer exercícios, e outras atividades que me auxiliassem a cuidar mais de mim mesma, para evitar qualquer outro tipo de crise como aquela.

 

Tinha esperança de que o ocorrido não fosse algo mais sério, pois, se o diagnóstico ainda não tinha sido fechado, também havia possibilidades de que aquilo não voltasse a acontecer. Talvez, se eu me cuidasse mais — principalmente da parte psicológica, do estresse e do físico —, existiria a chance de aquele alerta do meu corpo ter sido apenas isto, um “alerta”.

 

Queria acreditar que aquele evento em minha vida, teria sido apenas um sinal vermelho do meu corpo, como se ele estivesse me avisando que era necessário eu parar de viver daquela forma, porque senão ele ia sim me parar, de um jeito ou de outro.

 

Mas, amigos, sem querer estragar a narrativa, como podem imaginar, não foi bem assim. Pois, cerca de um ano depois desses acontecimentos, uma surpresa nada bem-vinda bateu à minha porta...



 
 
 

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